O TEMPO E O MODO, Para um retrato da pobreza em Portugal

O TEMPO E O MODO_LONA EXTERIOR_FINAL

INAUGURAÇÃO dia 16 Janeiro (sexta) 21:30h
Pavilhão 31
Hospital Júlio de Matos – Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
Avenida do Brasil, 53, Lisboa
Horário _ 2ª a 6ª feira das 10 às 16 horas / Sábados das 15:00h ás 18:00h
http://planogeometrico.com/otempoeomodo/

Um projecto de PAULO MENDES e EMÍLIA TAVARES
Trabalhos de GUSTAVO SUMPTA, HUGO CANOILAS, JOÃO TABARRA, MARGARIDA CORREIA, MARIA TRABULO, NUNO RAMALHO, PEDRO BARATEIRO e RENATO FERRÃO
Contribuições de AUGUSTO BRÁZIO, NELSON D’AIRES, PAULO PIMENTA, PEDRO VENTURA, VALTER VINAGRE
Investigação de FREDERICO AGÓAS, JOSÉ NEVES e RITA SÁ MARQUES

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SEMINÁRIO
Política, AUSTERIDADE E Emancipação: a metrópole em Tempos de Crise
24 de Janeiro | Auditório do Hospital Júlio de Matos
Com Antonio Negri, António B. Guterres, Eduardo Ascensão, Emília Tavares, Inês Galvão, Judith Revel, Nuno Rodrigues, Nuno Serra, Otávio Raposo, Paulo Mendes e Unipop.Organização: Unipop [http://unipop.info]
Entrada gratuita

 

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O TEMPO E O MODO, PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL
Indicadores económicos recentes revelam que, em Portugal, pela primeira vez desde a década de 90 do século XX, o nível de pobreza aumentou. Segundo dados recentes avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de pobreza é de 18,7% – afecta mais de dois milhões de pessoas.

Segundo o INE, um quarto (24,7%) da população está em risco de pobreza. Olhando para estes segmentos da população, há conclusões inultrapassáveis que ressaltam destes números: os menores de 18 anos, as famílias com filhos a seu cargo e os desempregados são os mais afectados. São grupos sociais frágeis que estão mais expostos, e sobre os quais a iminência das ondas de choque sociais são mais violentas.

A pobreza foi uma das condições sociais que mais foi combatida, em todos os quadrantes políticos dos regimes democráticos, num espírito de solidariedade social mínima visando erradicar a exclusão económica num estado de prosperidade. O denominador comum do discurso e acções políticas, teve um rosto público bem identificado: ‘Estado Social’, que uns defendem como sistema de erradicação das exclusões (económica, social e cultural), e outros rejeitam argumentando com a sua insustentabilidade económica.

O ultraliberalismo e o pós-capitalismo selvagens tornaram de novo a pobreza um assunto presente, em sociedades e países desenvolvidos, duma forma que se torna a cada dia demasiado evidente. De forma abrupta, a pobreza, e por arrastamento a exclusão social, não é um índice que já só interessa aos países sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, mas que grassa na Europa, no nosso quotidiano e em sociedades que julgávamos ao abrigo da mesma.

Esta é, sem dúvida, uma das mais perigosas ameaças à estabilidade social e política com que a Europa e o mundo se defrontam, já que a pobreza tem funcionado, ao longo da história, como um dos principais responsáveis por conjunturas de totalitarismo e de maior injustiça social.
No final dos anos setenta assistimos em Portugal à falência das utopias pós-revolucionárias e à integração europeia que prometeu um país económica e socialmente próximo dos estabilizados padrões europeus. Seguiu-se a desregulação dos apoios da comunidade europeia e a progressão da corrupção num regime de impunidade jurídica e política.

A crise do sistema financeiro internacional, que teve o seu início em 2008, acarretou consequências brutais para as economias europeias mais débeis, arrastando países como a Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal para um retrocesso da qualidade de vida sem igual, uma perda inimaginável há alguns anos atrás. Abruptamente deu-se o regresso a padrões sociais de há vinte ou trinta anos. Os sistemas económicos liberais aproveitam para efectuar uma “purga” nas concessões ou conquistas, conforme o ponto de vista, ao movimento operário. O que levou décadas a materializar perdeu-se num ápice, tendo a crise como escudo protector.

Por isso mesmo, o pensamento cultural e artístico deve contribuir para uma reflexão e observação do estado da Pobreza, analisando a sua evolução histórica, de forma a permitir um entendimento esclarecido e crítico da mesma, que seja útil à sociedade e aos cidadãos.

Esse panorama quer estar fundamentado nas grandes áreas de estudo e pensamento sobre a Pobreza, mas quer também que seja de leitura acessível e clara a todos os cidadãos, constituindo matéria de reflexão pública, assim como um espaço que abra perspectivas de acção e combate à Pobreza, numa proposta clara de pensamento como intervenção.

Emília Tavares e Paulo Mendes, 2014

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mapa2

Pavilhão 31 _ Horário _ 2ª a 6ª feira das 10 às 16 horas

Visitas por marcação noutros dias e horários _ contactos
Emília Tavares _ tm _ 915326706
Paulo Mendes _ tm _ 936396964

Um projecto com o apoio financeiro da DGA / SEC e da Fundação Calouste Gulbenkian, produzido pela Plano Geométrico Associação Cultural

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